Efeitos do racismo: mortalidade materna entre mulheres negras é 78% maior

Por mais que alguns ainda tentem jogar a realidade para baixo do tapete, quando se fala em racismo estrutural no Brasil estamos falando mais do que um conceito ou jargão, trata-se de uma realidade que a população negra sente na pele. Os números não deixam margem para dúvidas, como no caso, por exemplo, da mortalidade materna.

Segundo pesquisa realizada pela ONG Criola, a mortalidade de gravidas e puérperas negras pela Covid-19, superou em 78% os óbitos das mulheres brancas nas mesmas condições no Brasil.

Os dados indicam ainda diferenças regionais, com a situação sendo mais grave na Região Norte, onde 87% das mortes são de mulheres negras; no Nordeste, são 71% dos óbitos. Trata-se apenas de mais um triste exemplo de como opera o racismo no dia a dia de nosso país.

Além do preconceito racial, mulheres grávidas em geral estiveram mais expostas aos riscos da pandemia por conta da ausência de políticas públicas sérias de isolamento e vacinação por parte do Governo Federal.

Com isso, os grupos de maior risco ficaram desprotegidos e muitas mortes evitáveis ocorreram com a demora da imunização, agravada por mentiras e informações enganosas.

 

Fonte: Sintrial dois vizinhos