Pesquisa aponta piora nas condições de trabalho na América Latina

A Rede Latino-Americana de Pesquisa em Empresas Multinacionais (RedLat), formada por instituições, centros de pesquisa sócio-trabalhista e sindicatos de sete países da América Latina, divulgou “Relatório  sobre a situação do Trabalho Decente na América Latina: uma abordagem baseada em dos casos do Brasil, Chile, Colômbia e Peru (2018)”.

Os indicadores mostram uma deterioração das condições de trabalho, aumento da desigualdade social e salarial, da informalidade, da taxa de desemprego e da perda de poder de compra do salário mínimo.

Para a presidente do Sintrial, Marilene Martins Moreira, “essa precarização generalizada é consequência das políticas neoliberais que são impostas aos países da América Latina. No Brasil, com a reforma da Previdência, a tendência é piorar ainda mais, infelizmente”.

Vale lembrar que o conceito de Trabalho Decente atende por quatro itens: direitos fundamentais no trabalho, oportunidades de emprego, proteção social e diálogo social.

Para a dirigente, não é só o Brasil, mas outros países da América Latina, que sofrem com governos que priorizam atender o mercado financeiro: “eles não levam em conta que para atender ao mesmo sistema de consumo que eles valorizam, o povo precisa ter renda, caso contrário, a crise vai atingir o sistema financeiro também”.

“As crises no capitalismo refletem políticas de desinvestimentos iguais as aplicadas atualmente no Brasil. Não se pode deixar de trabalhar pela inclusão social, erradicação da pobreza e fortalecimento da democracia”, conclui Marilene.

Os governos de Jair Bolsonaro (Brasil), Sebastián Piñera (Chile), Iván Duque (Colômbia) e Martín Vizcarra (Peru) promovem reformas que representam prejuízos aos trabalhadores e trabalhadoras, flexibilizam a legislação trabalhista e pioram a qualidade de vida com um todo.

Fonte: Sintrial Dois Vizinhos