Governo retira dos pobres e libera bilhões para os privilegiados

O livro “Casa-Grande & Senzala” foi publicado pelo sociólogo brasileiro Gilberto Freyre em 1933. Porém, sua importância sociocultural é extremamente atual. Principalmente para ilustrar algumas ações do atual Governo Federal.

Trazendo para nosso contexto, a presidente do Sintrial, Marilene Martins Moreira, acredita que a velha política de favorecimento dos já privilegiados da casa-grande continua:

“Nos últimos, dias vimos que há verba suficiente para comprar parlamentares e aprovar emendas favoráveis ao Governo. Em contrapartida, milhões de trabalhadores são punidos ao ter seus direitos retirados, como é o caso da política do salário mínimo”, explica Marilene.

Em relação ao salário mínimo, Marilene se refere a política implantada pelo governo Lula, em que havia, como regra, reajuste do mínimo sempre acompanhado de aumento real.

Hoje o oposto é praticado por Bolsonaro. Prova disso é o remanejamento superior aos três bilhões de reais para órgãos do executivo, com o objetivo de facilitar a aprovação de emendas parlamentares.

Em paralelo, o Congresso Nacional aprovou texto-base com o valor do salário mínimo de R$ 1.040,00 para o ano que vem. Porém, Bolsonaro é cruel com a senzala e pretende reduzir o que já é mínimo! Para Bolsonaro, o mínimo deve ser R$ 1.039,00.

É o que está previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que tramita no legislativo e conta com o apoio governista.  “Significa dizer que para a casa-grande há crédito extra; já para a senzala, que dependente de um salário mínimo para viver, nem migalhas”, conclui Marilene.

Lembrando que a política de valorização do salário mínimo foi elabora pela CUT e conquistada após ação conjunta entre as principais centrais sindicais brasileiras. Essa luta elevou o piso nacional em 75% (INPC/IBGE), de 2004 a 2019, e beneficiou milhões de trabalhadoras e trabalhadores.

Fonte: Sintrial