Classe trabalhadora segue com renda em queda e desigualdade social massacra famílias

Os efeitos da crise econômica de 2015 e 2016, considerada por especialistas a pior do século, ainda surte efeitos na vida de maioria dos brasileiros. A classe trabalhadora, desfavorecida há tempos em vários âmbitos da sociedade, não teve mudanças significativas após os pequenos avanços na economia do Brasil: segue com a renda despencando.

Enquanto isso, os 10% mais ricos detém um crescimento de 3,3% de renda do trabalho, o que significa que superaram as perdas e faturam mais do que no período antes da recessão. Essas informações foram obtidas por meio de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vergas.

Apesar da taxa de desemprego ter caído para 11,8% em julho (inferior aos 12,5% do trimestre encerrado em abril de 2019), são mais de 12,6 milhões de pessoas sem renda formal, contribuindo drasticamente para o cenário citado anteriormente. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada no último dia 30 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Desigualdade expressiva

Diversas famílias, que fazem parte dos considerados mais pobres, mantem as despesas da casa com o salário de apenas um dos membros, compondo a diminuição de mais de 20% da renda acumulada da classe mais vulnerável do país. De acordo com a presidente do Sintrial Dois Vizinhos, Marilene Martins Moreira, esse é mais um dos reflexos expressivos do lado sombrio do capitalismo e da desigualdade social.

“Volto a lembrar que a classe trabalhadora é grande responsável pela geração de toda a riqueza de um país, entretanto continua sendo prejudicada e refém da alta sociedade e do sistema econômico desigual”, destaca. A presidente também coloca em pauta o preocupante índice de 2018 do relatório da Oxfam: o Brasil está entre os dez países mais desiguais do planeta na distribuição de seus recursos entre os brasileiros, ocupando a 9ª colocação.

Fonte: Sintrial Dois Vizinhos